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Cresce IPO – uma boa pedida para investir?

Hoje são muitas as empresas que já possuem um objetivo claro para o futuro, fazer um IPO, esse termo que pode ser comum para os investidores ainda traz muitas dúvidas e a principal é: vale a pena fazer ou investir nessa ação?

O primeiro passo para responder essas dúvidas é entender do que se está falando, segundo a sócia da Braúna Investimentos, Carollyne Mariano, O IPO, termo em inglês para “Initial Public Offering” e Ofertas Iniciais de Ações em português, é a primeira vez que uma empresa receberá novos sócios, ou seja, abrirá seu capital ao Mercado. Para os investidores, traz mais opções de investimentos na Bolsa Brasileira.

Fato é que essa abertura de capitais cresceu 344% em 2020, em comparação com 2019. Isso representa que no período de 12 meses foi movimentada uma quantia de R$ 45,3 bilhões, ante R$ 10,2 bilhões em 2019, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O resultado é o maior desde 2007.

A Anbima também aponta um grande crescimento no número dessas operações sendo que passou de 5 em 2019 para 27 negócios em 2020. Fatores que podem ter ser levados em conta nesses resultados é a melhora dos aspectos estruturais do mercado, como juros baixos e os investidores diversificando as carteiras

E engana-se que imagina que esse crescimento foi um fato isolado de 2020, pois a onda de novatas desembarcando no mercado de ações deve só crescer, com mais empresas buscando essa prática: 36 estreantes estão na fila da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão regulador do mercado.

Para as empresas a realização da abertura de capital, por mais que possa representar em uma descentralização da gestão pode trazer resultados muito positivos na gestão do negócio e tem como objetivo principal captar recursos para realizar investimentos, ou seja, fazer o negócio crescer.

Já para o investidor que já tem o costume de investir na Bolsa de Valores, o IPO pode representar a oportunidade de comprar ações em um momento estratégico e lucrar com o crescimento da empresa.

Mas, será que investir nesse tipo de ação é realmente uma boa e garantia de rentabilidade? “É bem importante analisar cada emissão, em qual setor a empresa está inserida, resultado operacional dela. Enfim, analisar o que as casas de recomendação dizem para tomar uma decisão mais assertiva”, explica Carollyne Mariano.

Para saber as melhores oportunidades de IPO nos próximos semestres é preciso pragmatismo e pouca paixões por marcas, minimizando riscos de frustrações. “Em geral, os IPOs são protocolados e passam pela análise da CVM, ainda teremos bastante emissões nesse ano.”, detalha a sócia da Braúna.

Com as idas e vindas de mercados muitas pessoas ficam com medo de armadilhas que podem ocorrer nesse tipo de ação, mas é preciso calma e se não conhece esse mercado, buscar auxílio de especialistas.

“Não existem armadilhas, se for feita uma aprofundada pesquisa prévia, mas existem empresas que abrem o capital e por algum motivo decepcionam o mercado, ou pelo preço ou pela demanda, ou pela emissão, as vezes é o acionista vendendo participação para colocar dinheiro no bolso e não para reinvestir no próprio negócio”, analisa Carollyne Mariano.

Um ponto muito relevante em um IPO é que por mais que se saiba que eles vão ocorrer, não é possível um cronograma exato dessas práticas para o investidor se programar, sendo que os investidores interessados recebem o prospecto pouco tempo antes do início das reservas.

“Você tem a informação que vai haver o IPO, mas o prospecto chega pouco tempo antes. A única forma de ter preferência é fazendo a reserva com lock-up”, explica o educador financeiro Reinaldo Domingos.

O que é Lock-up do IPO? É a cláusula contratual conhecida como lock-up, que impede a venda dos papéis de uma empresa em um prazo estabelecido. Dessa forma, a empresa consegue impedir a especulação nos primeiros dias após o lançamento das ações no mercado.

Confira abaixo os principais IPOs de 2020 na B3:

  1. Boa Vista: R$ 2,21 bilhões
  2. Cury: R$ 977,5 milhões
  3. Enjoei: R$ 1,1 bilhão
  4. Estapar: R$ 345,3 milhões
  5. Locaweb: R$ 1 bilhão
  6. Méliuz: R$ 583,4 milhões
  7. Pague Menos: R$ 858,9 milhões
  8. Petz: R$ 3 bilhões
  9. Rede D’or: R$ 11,4 bilhões
  10. Track & Field: R$ 454,7 milhões
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