População confunde dívidas com inadimplência – Entenda as diferenças

Alguns termos já fazem parte do cotidiano, contudo, a definição exata ainda é um mistério para boa parte da população. Isso ocorre com os termos dívidas, inadimplência e compromissos, mas quais as diferenças entre eles?

Vamos começar com o mais simples que são os compromissos. Esses são obrigações que se tem mensalmente como aluguel, telefone, internet, mas, que ainda não se tornaram uma dívida, pois, a mensuração do valor só ocorrerá ao fim do período. Os consumidores que possuem compromissos devem ter uma planilha com todos anotados, com a data de pagamento e uma estimativa do valor que será.

Já os termos inadimplência e dívidas se confundem muito, porém, dívidas é muito mais amplo. Funciona da seguinte forma: inadimplência ocorre depois que o consumidor se compromete com o pagamente de algum valor em uma data, contudo, não consegue realizar dentro do prazo. Em função disso, ocorrem cobranças, tendo até o risco de o consumidor ter seu nome em lista de devedores de alguns órgãos, como Serasa e SPC.

Dívidas englobam os consumidores que estão inadimplentes, contudo, abrange um número muito maior de pessoas, nesse grupo também estão as pessoas que compram um produto e parcelam, também quem financia carro ou casa, distribui cheque pré-datados, pagam a parcela mínima do cartão, pegou dinheiro emprestado e tem que pagar parcelas desse empréstimo, dentre outros. Em resumo, essas são as pessoas que já se comprometeram com um valor a ser pago, caso contrário a pessoa se tornará inadimplente.

Para exemplificar, se você financiou um carro, você tem uma dívida, agora, se deixou de pagar as parcelas, além da dívida, também esta inadimplente. Nesta situação, infelizmente, se encontra a grande maioria da população, e isso é retrato da facilidade para obtenção de créditos e facilidades de compra.

Para os consumidores inadimplentes e com dívidas a situação é muito arriscada, podendo refletir em diversos pontos do seu cotidiano, como relação familiar e profissional. Assim, é necessário fazer uma ação de guerra. Repensando toda a vida financeira para não ter sua situação cada vez mais agravada.

O inadimplente tem que tomar a ação mais difícil, que é negociar os valores com os credores. É importante ter em mente que as pessoas querem com certeza receber esse valor. Tendo isso em mente, é a hora de buscar um consenso. Nunca esquecendo que o valor definido terá que caber dentro do orçamento mensal.

Para quem está endividado, mas não inadimplentes, a obrigação é honrar com suas obrigações e, para que isso ocorra, os valores devem estar no orçamento mensal. Pagando tudo dentro do prazo e, se possível, adiantando o pagamento dos valores, eliminando as dividas o mais rápido possível. Qualquer “bobeada” pode ser muito perigosa, fazendo com que se torne inadimplente, por isso é fundamental a educação financeira, descobrindo a maneira correta de tratar o dinheiro.

Reinaldo Domingos, Educador e Terapeuta Financeiro, autor dos livros Terapia Financeira, Livre-se das Dívidas, O Menino do Dinheiro – Sonho de família, O Menino do Dinheiro – Vai a escola, Ter Dinheiro não tem segredo, O Menino o dinheiro e os três cofrinhos e da primeira Coleção didática de Educação Financeira para o ensino básico, Presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira, www.dsop.com.br