Empresas devem se preocupar com aposentadoria sustentável dos colaboradores

Segundo dados recentes do IBGE são crescentes os números de aposentados no país e esse dado deverá ser ainda maior até 2060, quando para cada três trabalhadores haverá dois aposentados ou crianças. E a questão se torna muito mais séria quando observamos que a maioria da população aposentada não possui sustentabilidade financeiramente.

 

Nas empresas nacionais os impactos destes dados afetam diretamente nos resultados. Já que grande parte dos colaboradores, mesmo depois de cumprirem legalmente seus 30 ou 35 anos de trabalho, descobrem, pouco antes de se aposentarem, que precisaram continuar trabalhando no antigo trabalho ou buscar uma nova fonte de renda para manter os padrões de vida. Caso contrário terá que optar por uma drástica queda dos rendimentos. Com isso se perde a oportunidade de curtir sua familia, seus netos, viajar, entre outros benefícios.

“Para as empresas o problema ocorre quando há a persepção do colaborador desta situação, já que o mesmo fica desmotivado, o que leva ao aumento de faltas, diminuição da produtividade, dentre outros fatos que têm reflexo direto na rentabilidade das empresas. Por mais que o profissional seja qualificado e pareça ser insubistituível, é importante ter em mente que ele tem sua ‘validade’ e que essa deve ser respeitada”, conta o presindente da DSOP Educação Financeira, Reinaldo Domingos, que já implantou programas de educação financeira em diversas empresas do país, como Magazine Luiza, Holcim e Termomecânica.

Por isso, mais do que um benefício, se tornou uma necessidade para empresas mostrar para os colaboradores como organizar sua vida financeira e planejar uma aposentadoria. Levantando pontos como qual o valor que deve ter poupado e quanto necessitará de acumular de reservas financeiras para que possa gozar de uma aposentadoria sustentável e assim curtir momentos prazerosos junto a seus familiares.

“E é fundamental deixar claro que, se a pessoa depender apenas do INSS, ela terá uma triste surpresa, pois, seus rendimentos cairão drasticamente, e o caminho será dívidas, mudança do padrão de vida ou continuar forçosamente à trabalhar”, complementa Domingos.

A preocupação sobre o tema em uma empresa não deve ser apenas dos colaboradores, muito pelo contrário, é necessário que a diretoria em conjunto com a área de Recursos Humanos se preocupem com a inserção do tema de forma adequada, já que isso resultará em resultados no futuro e no presente em forma de aumento de produtividade e melhoria do clima organizacional.

O presidente da DSOP alerta: “Muitas empresas concedem um sem número de benefícios e auxílios aos seus funcionários, buscando melhorar o ambiente de trabalho e, por consequência, a produtividade. No entanto, esquecem de um fator fundamental para o equilíbrio psicológico de seus profissionais: a saúde financeira. Inegavelmente, ela é essencial para o bem-estar das famílias e, naturalmente, é um aspecto importante na produtividade das empresas. Diversos estudos comprovam tal afirmação”.

Com ajuda das áreas de Recursos Humanos e Treinamento é possível ratar o problema de maneira comportamental e combatendo a causa (falta de educação financeira) e não o efeito (falta de dinheiro e dívidas). Educar financeiramente significa entender que educação financeira não se trata de matemática e macro economia, mas de hábitos e costumes, isto é, mudança de comportamento de como enxergamos e lidamos com o dinheiro.

Nas empresas que inserem este tema os resultado bastante positivo. As pessoas se mostram mais alegres e com maior qualidade de vida. Também foi perceptível o maior rendimento, pois, as pessoas voltaram a ter objetivos bastante claros a serem atingidos. Veja algumas orientações que a DSOP Educação Financeira montou para as empresas iniciarem um programa de educação financeira de forma adequada:

1. Programa de educação financeira para empresas não se resume a palestra de finanças pessoais, ou cursos de investimentos;

2. Educação Financeira deve ser tratada como responsabilidade social na empresa, devendo, assim, beneficiar funcionários, familiares, comunidade e empresa.

3. Adote critérios e oriente o funcionário antes de disponibilizar crédito consignado. É importante que o empréstimo seja consciente, que realmente vá ajudá-lo a solucionar o problema que o atormenta. Muitas vezes é um alívio imediato, mas que em poucos meses se torna um problema ainda maior, principalmente porque seus ganhos liquidos mensais serão reduzidos em aproximadamente 30%.

4. Procure um programa estruturado de educação financeira, que possa se adequar facilmente aos diferentes perfis de necessidade da empresa e dos funcionários.

5. Crie campanhas de conscientização e de mudança de hábitos e costumes em relação à utilização do dinheiro.

6. Antes de decidir por um programa de educação financeira analize toda sua estrutura, como tempo, método, material de apoio e disponibilidade dos funcionários.

7. A educação financeira independe do salário do colaborador, os problemas podem ocorrer até mesmo nos maiores salários da empresa.

8. O problema da falta de educação financeira já está intrínseco em nossa sociedade, assim sendo, não é culpa do trabalhador.

9. A empresa que investe em um programa de educação financeira também ganha, visto que seus colaboradores trabalham com mais prazer, mais tranqüilidade e buscando crescimento, pois retomam a consciência de ter objetivos.

10. Oriente funcionários a combaterem a causa do problema financeiro e não apenas os efeitos.

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