Educação Financeira – Como os pais devem lidar com os filhos na pré-adolescência

Passamos por mudanças a vida inteira, mas um dos momentos em que essas transformações chegam aos montes é na pré-adolescência. A fase é complicada e complexa para eles, mas, para os pais também é difícil, pois exige bastante responsabilidade e comprometimento para orientar nas escolhas agora, que terão reflexo nos próximos anos.

Além das mudanças físicas, de visão de mundo e de opinião, eles passam a ter também outras preocupações e anseios, e um deles é em relação a uma palavrinha que eles escutam desde a infância e vão estar em contato para o resto de suas vidas: dinheiro. E os responsáveis desses pré-adolescentes são os primeiros e maiores exemplos que eles podem ter, por isso, é tão importante que saibam acompanhar e direcionar, evitando que os jovens tenham problemas sérios em médio e longo prazo.

A preocupação é inerente, uma vez que meninos e meninas entre 10 e 14 anos ainda são inexperientes, impulsivos e muito influenciáveis, seja por amigos ou publicidades. E, como não podem trabalhar, pois a idade não permite, dependem de mesada para fazerem suas coisas, que é uma ferramenta importantíssima para ensiná-los os primeiros passos de como administrar o dinheiro. Aqueles que nunca conseguem terminar o mês com dinheiro e sempre acabam pedindo tendem a ser descontrolados financeiramente.

Para ajudá-los nesse momento, os próprios pais/responsáveis devem ser o exemplo, afinal de contas, são nas atitudes deles que os filhos se espelham para tomarem as suas. Há diversos livros – para todas as faixas etárias –, palestras e cursos sobre educação financeira disponíveis no mercado, basta procurar. Para adultos, indico o Curso DSOP de Educação Financeira e o livro Terapia Financeira. Para os pré-adolescentes, o meu lançamento O Menino do Dinheiro – Tempo de Mudanças, que é especialmente voltado para essa faixa etária.

Um auxílio muito importante que os pais devem dar é incentivar os filhos a sonhar. O sonho é o que nos movem e, quando não temos nenhum, ficamos sem foco, sem direção, gastando mais do que devemos com coisas supérfluas. Os jovens devem relacionar, pelo menos, três sonhos: um de curto (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos). A partir daí, precisam descobrir quanto custa cada um e quanto poderão poupar por mês para que os realizem. Para poupar essa quantia, os pais podem abrir uma Poupança para eles, por exemplo, já ensinando-os a fazerem o dinheiro trabalhar a seu favor, ou seja, rendendo.

É apostando no caminho da educação financeira que formaremos uma geração de indivíduos mais conscientes e sustentáveis financeiramente, ensinando-os a se planejarem para realizar sonhos, sejam eles quais forem, e também já enraizando um comportamento diferente, inclusive sobre aposentadoria.

Fonte: DSOP Educação Financeira