Bleisure

Bleisure: unindo o lazer com o profissional

Mesclar a vontade de viajar, conhecer o mundo crescendo profissionalmente e fazer bons negócios, é um conceito que fascina grande parte dos empreendedores e gestores de empresas. Essa possibilidade se torna cada vez mais real e por isso foi criado um novo termo para essas viagens: bleisure.

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A palavra significa, de forma simplificada, a união dos negócios ao lazer, sendo bleisure a junção das palavras business (negócios) e leisure (lazer). Essa ação passou a ser popularizada em 2009 e conquista cada vez mais adeptos.

“Esse modelo faz com que a viagem corporativa deixe de ser tão cansativa, focada apenas em negócios, assim é possível se divertir, conhecer os atrativos turísticos e, ao mesmo tempo, fazer negócios. Além disso, traz conteúdos profissionais e possibilita fazer networking”, explica o sócio da AD Turismo, Charles Franken.

Um bom planejamento

Na Bleisure, a carga horária de compromissos profissionais é mais bem planejada, trazendo oportunidades para o turismo local e vivenciando a cultura. Ponto interessante é que, por vezes, é possível a presença de familiares ou amigos no período.

Mas nem tudo é diversão. Para que a bleisure funcione corretamente, é preciso organização e adequação do período, tendo a consciência para se fazer uma boa separação, sem que um ponto prejudique outro. Caminho é que os colaboradores trabalhem nos dias combinados, deixando a diversão para períodos separados e assim evitando excessos.

Como se pode ver, essa possibilidade não é tão simples quanto aparenta. A AD Turismo, é uma empresa que especializou no tema e com base em sua experiência explica que é preciso muito cuidado.

“Para realizar esse tipo de viagem existem muitos estudos, com tecnologias dedicadas e mapeamento de destinos, apresentando um roteiro completo, com um levantamento de datas, horários, mobilidade, que inclui a cultura e gastronomia local, espetáculos, eventos e tudo o que o viajante poderá usufruir. Estendendo ou antecipando o período em que ele estará a serviço da empresa, esse processo envolve um cuidado especial com o nosso cliente e tem sido uma importante ferramenta de relacionamento”, complementa Charles Franken.

Assim, esse modelo de viagem se diferencia em muito das viagens convencionais, tendo um trabalho mais intenso de consultores, com o objetivo entender o desejo do cliente quanto ao que se espera de uma viagem, suas preferências, sonhos e oferecer as melhores opções.

A tecnologia tem sido uma importante aliada nesse processo, viabilizando escolhas assertivas por meio de fotos, vídeos, depoimentos de viajantes, acompanhamento e monitoramento via aplicativos dedicados, desde a escolha do destino até o retorno, proporcionando experiências cada vez mais prazerosas e apaixonantes.

O destino de um evento corporativo, seja VTI (Viagem Técnica Internacional), viagem de incentivo, convenção ou campanhas sazonais são definidos por meio de planejamento estratégico minuciosamente detalhado, alinhado com os propósitos e objetivos recebidos no briefing.

“Esse trabalho exige expertise e a AD Turismo está sempre em busca de novas tendências. Considerando a importância do primeiro passo para a criação de um evento corporativo, investiu e estruturou um departamento próprio de Criação e Produção, fazendo dessa etapa do processo um diferencial vital para garantir o sucesso dos projetos,  entregando aos nossos clientes o que realmente se espera de uma agência especializada, ou seja, algo inovador e que supere as expectativas do cliente final. Seja qual for o destino escolhido, ele se tornará inesquecível”, detalha o sócio da AD Turismo.

China: um destino sensacional

A consultora de viagens, Angela Viel, conta a experiência de organização e acompanhamento de uma viagem corporativa para a China, com um grupo de empresários da área de varejo, focada em visitas técnicas em grandes players do setor e startups.

“A viagem foi um sucesso e no pós-viagem ocorreu uma extensão para conhecer o destino e suas principais atrações. Nesse caso, a vantagem foi o conhecimento do destino e cultura local, tanto no lado profissional quanto turístico, capacitando o colaborador em outras demandas do mercado e da empresa, trazendo um sentimento de reconhecimento e comprometimento mútuo entre empresa e colaborador”, detalha Angela.

Em relação aos custos, também não se observa grandes alterações. “Lógico que tudo depende do que será incluído na viagem, mas pode ser feito sem aumentar os custos.  Uma viagem profissional com encerramento na sexta-feira, por exemplo, pode se estender até o fim de semana para incluir o lazer na viagem, assim é possível equalizar os valores com a possibilidade do voo de retorno ter uma tarifa melhor.  Outra possibilidade é incluir na política da empresa que, para casos de extensões de viagens incluindo lazer, as mesmas sejam custeadas pelos funcionários”, explica Charles Franken.

Para finalizar, ele detalha os benefícios e riscos. O primeiro deles é o fato de ser uma maneira de reconhecimento e motivação, aumentando a lealdade e reduzindo a rotatividade da equipe, assim como também valoriza a empresa, atraindo profissionais mais capacitados.

Em relação aos riscos, esses são poucos e podem ocorrer em casos de atrações ou entretenimentos que possam expor o profissional a algum risco físico e impactar no resultado final, mas, em geral, os riscos são os mesmos de uma viagem corporativa ou quando ele atua no local que reside, por isso recomendamos sempre deixar claro as regras na política da empresa.

Principais destinos Bleisure

Vale do Silício

Esse pode ser considerado um dos principais destinos para viagens que buscam unir aprendizado e atualização. Hoje, se multiplicam essas excursões para executivos e basta uma rápida pesquisa na internet para confirmarmos esta tendência. Inúmeras consultorias oferecem visitas guiadas, palestras e passeios empresariais rumo à “Meca da Inovação”.

Singapura

Singapura já é um líder mundial em Big Data, com sensores em toda a cidade, coletando informações sobre tudo, desde movimentos de tráfego até o comportamento da multidão. Além disso tem uma área financeira e cultura de negócios.

Nova York

Nova York é a maior referência do mundo quando se fala em economia e gestão. É a cidade número um em tecnologia, além de possuir pontos fundamentais para quem quer entender melhor o mundo dos negócios, como é o caso de Wall Street. Uma cultura focada em negócios e ligações globais, que tornam a cidade atraente para empresas iniciantes e multinacionais.

Berlim

A capital alemã é uma referência de cidade que sobreviveu a períodos difíceis e mesmo assim possui uma excelente infraestrutura urbana, com localização geográfica privilegiada. Além de contar com muita cultura, é um local com condições ideais para o aprendizado e desenvolvimento empresarial.

Londres

A casa da rainha da Inglaterra está lá, mas atualmente é também uma potência global de serviços financeiros. Possui excelentes universidades, além da proximidade com o aeroporto mais movimentado da Europa.

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