Gestão Inteligente

Benefícios – um caminho para retenção de talentos

Quer reter funcionários qualificados? Uma medida certeira na hora de encantar as pessoas, sem dúvida, é oferecer bons benefícios. Um estudo da consultoria Hays mostrou como resultado que 90% dos profissionais avaliam que benefícios ajudam na hora de definirem continuar em uma empresa.

Esse é um tema recorrente em grupos empresariais, exemplo é que no Grupo Alliance esse tópico é retomado de tempos em tempos pelos gestores e também das empresas dos grupos relacionados à área de recursos humanos, que constantemente buscam demonstrar os caminhos futuros. Isso se deve ao fato de benefícios serem estratégicos.

O diretor executivo da Bazz Estratégia em Recursos Humanos, Celso Bazzola, alerta sobre a importância de a empresa analisar duas questões fundamentais antes mesmo de oferecer pacotes de benefícios aos seus colaboradores:

  1. a) Quais são os benefícios definidos em convenção coletiva, que no direito legal devem ser oferecidos;
  2. b) Conhecer as necessidades e anseios de seus colaboradores, a fim de oferecer benefícios que realmente impactem na motivação e sejam reconhecidos como um diferencial que atende sua necessidade.

“Neste segundo item, a pesquisa de satisfação interna é uma ferramenta fundamental para que estes perfis sejam apresentados, por isso as empresas devem se ater ao que realmente gera valor e se torna reconhecido aos olhos dos colaboradores, caso contrário se tornará um custo para empresa sem efeitos motivacionais, além de ser taxado por eles como obrigação e não diferencial”, explica Celso Bazzola.

A ideia é compartilhada por Cristina Camillo, diretora da Camillo Seguros, empresa de administração de benefícios, que explica que são muitos os cuidados na hora de contratar benefícios.

“Uma primeira preocupação é avaliar qual a política ou estratégia da empresa na oferta dos benefícios aos colaboradores e também o retorno que isto produzirá. Com base nisso se deve procurar soluções que atendam a esta política. Além disso, é fundamental avaliar o produto que está sendo contratado em seus aspectos técnicos, comerciais e de satisfação aos usuários”, explica Cristina Camillo.

Um cuidado que é fundamental que as empresas se atentem é com a questão de prazos de contratos, possíveis aumentos relacionados e multas de rescisões do mesmo, evitando gerar prejuízos ou que se tornem reféns de situações insustentáveis.

Tipos de benefícios

Nas empresas brasileiras ainda se observa um tradicionalismo na hora de oferecer benefícios, sendo que os destaques ainda são plano de saúde (74%), seguro odontológico (64%), seguro de vida (62%) e vale alimentação (58%). Porém há todo um amplo horizonte que também pode vir ser trabalhado para satisfazer os trabalhadores. Veja a listagem feita pela Camillo Seguros:

Benefícios básicos (quase obrigatórios a todos)

  • Vale Alimentação
  • Vale Refeição
  • Vale Transporte
  • Vale combustível

Que podem ser obrigatórios – com relação a acordos sindicais.

  • Seguro de vida
  • Seguro Saúde
  • Seguro Odontológico

Benefícios diferenciados

  • Previdência Privada
  • Vale Academia

Novidades

Affinity ou Worksite – seguros como de Automóvel, Residência e Vida oferecidos para funcionários da empresa com diferencias.

Como escolher?

Frente a esse grande leque de benefícios, é pertinente que as empresas contratem uma consultoria em benefícios que possa auxiliar nesse processo, levando as novidades do mercado para que a empresa se mantenha atualizada. Além disso, trabalhar consultivamente e para sempre apresentar o melhor custo benefício para a empresa, incluindo oportunidades e facilitadores para seus colaboradores, gerando assim maior produtividade para a empresa.

Um ponto relevante apontado por Celso Bazzola é que o padrão dos benefícios acompanha as gerações, onde o nível de importância se altera de acordo com a idade e objetivos, portanto conhecer seus colaboradores poderá ajudar a definir, uma vez que as tendências variam de acordo com o perfil de sua equipe.

“Pacotes de benefícios flexíveis têm sido bem aceitos no mercado, onde anualmente o colaborador escolhe alguns itens deste pacote que julga importantes para seu momento. Porém, benefícios legais de convenção e aqueles que são definidos em contrato não podem ser alterados”, alerta.

Muitas vezes os benefícios também são definidos de acordo com o nível do cargo. Para ilustrar essa ideia, a Teoria das Necessidades, de Abraham Maslow, é uma referência. A ideia é que, de acordo com seu nível de necessidade, é oferecido um pacote de benefícios que atenda este momento e satisfaça o grupo nele inserido, portanto conhecer suas equipes e estrutura torna-se fundamental.

Minimize impactos

Cristina Camillo também explica que é possível minimizar os impactos por meio da gestão destes benefícios. Um exemplo é introduzir, uma vez por semana, um médico na empresa que possa auxiliar os colaboradores e orientá-los. Esse é um investimento que pode ajudar muito no absenteísmo e diretamente na sinistralidade do plano de saúde, uma vez que o colaborador procurará o especialista correto ao invés de passar em vários médicos e pronto socorro. “O que a princípio pode parecer um gasto, na prática pode ajudar a empresa economizar”, avalia.

Se a análise for no sentido de custos deve-se avaliar o retorno que estes benefícios podem trazer em relação a atração e retenção de seus talentos, ou seja, a redução de turnover, que com certeza irá equilibrar e minimizar a sensação de despesas (custo x benefícios).

Demonstre valor

Quem não é visto não é valorizado e isso ocorre muito na área de Gestão de RH das empresas, que não se atentam em fazer dentro de seu endomarketing uma comunicação clara do que é oferecido como diferencial, e assim acabam deixando cair na sensação de obrigatoriedade da empresa.

“Minha recomendação é que se faça valer, através de comunicados objetivos, a demonstração de que os benefícios oferecidos e não obrigatórios, são diferenciais que ajudam o colaborador reduzir seu custo pessoal. Uma estratégia que utilizo é trimestralmente apresentar em forma de Recibo de Pagamento não oficial os ganhos diretos e indiretos (benefícios), totalizando o quanto é sua remuneração total, juntamente com salários e remuneração variável se houver, o que chamamos de “Total Cash””, orienta Bazzola.

Caminho do sucesso?

Ter políticas bem definidas de benefícios se mostram como estratégicas para empresas, que não podem mais acreditar que o salário, ou o medo do desemprego serão ferramentas para manter os profissionais, principalmente se esses forem capacitados.

O mercado está ávido para absorver que se destaca, assim, ter um bom profissional insatisfeito é o caminho quase certo para problemas futuros, que causarão prejuízos para empresa em diversos níveis.

Quer soluções inteligentes para seu negócio, o Grupo Alliance pode oferecer!

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